Imagens de natureza inspiradoras: Bonito de um jeito que você nunca viu

Que Bonito é um dos lugares com um dos visuais mais exuberantes do Brasil você já sabe. A cidade localizada a 298km de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, tem tudo o que um viajante apaixonado pela vida ao ar livre quer. Neste vídeo, apresentamos imagens de natureza absolutamente exuberantes – tendo como palco principal a Estância Mimosa Ecoturismo.

Localizado na zona rural da cidade, o atrativo tem paisagens cênicas que fazem quem já conhece querer voltar, e quem ainda não foi ter vontade de visitar. São 10 cachoeiras de água cristalina, 9 paradas para banhos deliciosos, piscinas naturais, mais de 250 espécies de aves catalogadas, um passeio a cavalo inesquecível e um almoço com o melhor da culinária sul-matogressense.

Um verdadeiro paraíso natural, para você viver momentos inesquecíveis ao lado de quem ama. Confira no vídeo as imagens de natureza que esperam você por aqui!

Grande parte das experiências realizadas no local acontece dentro de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural). Isso significa que a fazenda é uma Unidade de Conservação, que conserva a biodiversidade da região.

Turismo em Bonito: no Dia Nacional das RPPNs, saiba sua importância e como ter uma experiência diferente

Você sabia que a Estância Mimosa Ecoturismo é o único atrativo de turismo em Bonito-MS que oferece experiências em trilhas e cachoeiras dentro de uma RPPN? Mas, antes disso, você sabe o que é uma RPPN? As Reservas Particulares do Patrimônio Natural são uma categoria de Unidade de Conservação que tem o objetivo de conservar e preservar a biodiversidade de um determinado local, região ou bioma. Por ser comemorado hoje, 31/01, o Dia Nacional das RPPNs, vamos falar um pouco da sua importância e como se deu o processo em nosso atrativo.

Por que a experiência numa RPPN é diferente para o turista?

Como é permitido apenas o uso sustentável de uma RPPN, são poucas as atividades que podem acontecer dentro delas. Mas para o turista que vai em busca de uma experiência genuína e única, isso é um grande diferencial.

Turismo em Bonito: RPPN da Mimosa promove conexão com a natureza nas águas de uma das 10 cachoeiras

A Estância Mimosa Ecoturismo é o único atrativo de turismo em Bonito-MS que oferece trilhas e cachoeiras dentro de uma RPPN. Aqui é possível desfrutar de um contato direto com a natureza preservada: caminhar por quase 3km de trilhas em meio à floresta, avistar mais de 250 espécies de aves ou se deparar com uma das 32 espécies de mamíferos catalogados. Incrível, não é mesmo?

O ecoturismo através da visitação em pequenos grupos acompanhados por um guia capacitado e especialista na RPPN da Mimosa busca conectar os visitantes à natureza. Isso por si só já promove a conduta consciente em ambientes naturais por meio da prática da atividade turística de baixo impacto ambiental.

“Além de se divertir e relaxar, essa experiência também desperta uma consciência ambiental de uma conduta consciente, mostrando que estamos todos interligados ao meio natural de muito mais formas do que imaginamos”, comenta Luiza Coelho, diretora de sustentabilidade do Grupo Rio da Prata.

Declaração de amor à natureza

Tudo começou ainda em 1998, quando a fazenda foi adquirida, e os proprietários já consideravam a hipótese de transformar a Estância Mimosa Ecoturismo numa RPPN. O fato foi oficializado em 2013 – 65% da fazenda foi transformada numa RPPN, ou pouco mais de 271 hectares.

“Isso foi por conta da vocação natural da área, de grande beleza cênica, relevo acidentado e frágil, coberta por florestas e com o Rio Mimoso, que já pedia essa proteção. Então, o ecoturismo surgiu como uma aptidão nativa, como uma atividade com potencial de proteção”, explica Luiza.

“Criar uma RPPN é assinar uma declaração de amor à natureza, pois é um ato perpétuo, que não pode mais ser desfeito”, finaliza.

Quais outras ações são realizadas na Estância Mimosa?

Além das atividades de ecoturismo, a Estância Mimosa realiza e apoia iniciativas e projetos de pesquisa científica. Já as ações para conservação ambiental são: monitoramento ambiental e uso responsável de recursos naturais; produção própria de parte dos alimentos; manutenção de trilhas e infraestruturas de visitação turística; proibição de caça e pesca, e cercamento da RPPN para evitar entrada de gado.

Além disso, o atrativo possui equipamentos de combate a incêndio florestal e toda equipe é treinada anualmente em primeiros socorros, combate a incêndio e incêndio florestal.

Explicando a RPPN

É importante saber que as RPPNs foram criadas em 1990 e são a única categoria de Unidade de Conservação (UC) que não possuem recursos do governo. Elas são mantidas integralmente por seus proprietários particulares.

Para conservar e proteger o meio ambiente, uma RPPN pode apenas promover pesquisas turísticas, projetos e iniciativas de educação ambiental e atividades turísticas sustentáveis. Tudo isso dentro, é claro, de um Plano de Manejo bem elaborado e em harmonia com a natureza, sempre!

Porque, uma vez que a transformação da área em RPPN já assegura a sua proteção perpétua, o Plano de Manejo oficializa toda a gestão da área que é toda voltada a prevenção de impactos ambientais e melhoria da qualidade ambiental. E é isso que garante o acesso da atual geração e das futuras a um ambiente natural, com a conservação perpétua da área.

Observação de aves: araras-azuis são nova atração na Estância Mimosa Ecoturismo, em Bonito-MS

Bonito é conhecida mundialmente como uma cidade com muitas atividades para o turista: trilhas, cachoeiras, águas cristalinas, observação de aves, ótima gastronomia. Dentre todos os atrativos da região, a Estância Mimosa Ecoturismo sempre teve destaque. E agora tem uma razão a mais: a parceria com o Instituto Arara Azul. Por meio dela, 10 ninhos artificiais foram colocados na fazenda – que agora já recebe diversas araras-azuis (Anodorhynchus hyacinthinus) diariamente.

Este trabalho em conjunto pela conservação ao lado do Instituto começou em setembro de 2019. Na ocasião, 4 ninhos foram instalados na área da Estância Mimosa e também às margens da Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN. Em outubro foram instalados mais 4 e em novembro mais 2 ninhos.  

Além de dar um incremento à experiência dos milhares de turistas que visitam a fazenda para fazer observação de aves, o principal objetivo desta parceria com o Instituto Arara Azul é que os ninhos sejam utilizados como abrigo para as araras. E não apenas as azuis: também para a arara-vermelha e a arara-canindé. A prática auxilia também na reprodução das espécies.

Veja no vídeo abaixo o que espera por você aqui na Estância Mimosa:

Os ninhos são monitorados periodicamente pela equipe do Instituto Arara Azul. De acordo com Carlos Cezar Corrêa, integrante do Instituto Arara Azul, dois ninhos foram bem visitados e revirados por araras-azuis, enquanto dois outros ninhos foram ocupados por araras-vermelhas.

Para a Estância Mimosa é motivo de orgulho esta parceria em prol da conservação de espécies tipicamente brasileiras – além de ser um vetor para a ciência cidadã por meio da observação de aves.

“Estamos muito felizes. Em um intervalo tão curto de tempo o resultado da instalação dos ninhos foi bem positivo. Isso mostra a capacidade ambiental e as ótimas condições que a fazenda oferece para a fauna e vida silvestre da região”, comentou Thyago Sabino, gerente da Estância Mimosa.

VEJA COMO FUNCIONA A OBSERVAÇÃO DE AVES NA ESTÂNCIA MIMOSA

Além da Estância Mimosa, o Recanto Ecológico Rio da Prata e a Lagoa Misteriosa, integrantes do Grupo Rio da Prata localizados em Jardim-MS, também mantém a parceria com o Instituto Arara Azul. O trabalho em conjunto vem desde fevereiro de 2012, quando foram instalados os primeiros ninhos artificiais nas dependências das fazendas.

Sobre o Instituto Arara Azul

O Instituto Arara Azul é um projeto que estuda a biologia e relações ecológicas da arara-azul-grande. Por meio dele é feito o manejo e a promoção da conservação da arara-azul em seu ambiente natural. Outro ponto é que os profissionais do Instituto estudam a biologia reprodutiva das araras vermelhas, tucanos, gaviões, corujas, pato-do-mato e outras espécies que co-habitam com a arara azul no Pantanal.

O projeto compreende o acompanhamento das araras na natureza, o monitoramento de ninhos naturais e artificiais numa área de mais de 400 mil hectares – além do trabalho, em conjunto com proprietários locais, de conservação da espécie.