Filhote de arara azul ganha medalha na Estância Mimosa Ecoturismo

A Estância Mimosa Ecoturismo (Bonito-MS) recebeu no dia 28 de janeiro a visita da equipe do Instituto Arara Azul; composta por Carlos Cezar Corrêa, técnico do meio ambiente; Wesley da Silva Leite, assistente de campo e Grace Ferreira da Silva, bióloga e pesquisadora.

Além de vistoriar os ninhos artificiais, a equipe colocou medalha em um filhote de arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus), por meio de um colar de aço protegido por pvc, que não machuca e nem prejudica o animal e que pesa menos que 1% do peso corporal da ave.

Valdenir de Souza, gerente da Estância Mimosa (à esquerda), acompanhou o trabalho da equipe do Instituto Arara Azul.

A numeração na medalha é um “RG” de cada animal. Essa marcação permite conhecer um pouco da história de vida dessas aves, como deslocamento, idade reprodutiva, fidelidade aos ninhos, entre outras informações.

O Instituto Arara Azul optou pelo monitoramento com medalhas numeradas com o intuito de visualizar melhor a ave de longe, sem a necessidade de capturá-la, como acontece no caso das anilhas, e assim obter mais informações sobre a vida das aves.

A princípio, as medalhas serão colocadas apenas em uma pequena amostra das araras, sendo 30 araras-azuis localizadas no Pantanal e Cerrado e 30 araras-canindé em Campo Grande (MS).

Atualmente há 10 ninhos artificiais instalados na Estância Mimosa com o intuito de serem utilizados como abrigo tanto para as araras azuis, bem como de outras como a arara-vermelha e a arara-canindé, além de auxiliar na reprodução das espécies.

Placas de identificação de espécies de árvores são instaladas na RPPN Estância Mimosa

Propiciar aos visitantes uma experiência diferenciada junto à natureza é um dos propósitos da Estância Mimosa Ecoturismo, passeio de cachoeiras em Bonito (MS). Seguindo essa diretriz, foram instaladas na trilha de acesso às cachoeiras, 40 placas de identificação das espécies de árvores na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estância Mimosa.

Nádia Pisetta, bióloga do Grupo Rio da Prata, revela que “a identificação das espécies de árvores e instalação de placas interpretativas nas trilhas de visitação ecoturísticas representa um grande ganho para a RPPN”.

Esses recursos são explorados pelo guia de turismo local, o qual leva conhecimento científico antes restrito para os técnicos da área para os visitantes, agregando valor a atividade e promovendo educação ambiental”, acrescenta.

A RPPN Estância Mimosa abriga a mata ripária do rio Mimoso, fragmentos de florestas estacionais e cerrado, uma amostra da flora encontrada na Serra da Bodoquena.

Veja o vídeo:

As placas instaladas foram:

Aguaí (Chrysophyllum gonocarpum);
Alazão (Terminalia mameluco);
Alecrim-do-campo (Holocalyx balsanae);
Amendoim-bravo (Pterogyne nitens);
Amora-branca (Maclura trinctoria);
Angico-vermelho (Anadenanthera macrocarpa);
Aroeira (Myracrodruon urundeuva);
“Bananinha” (Cf. Capparis prisca);
Bocaiúva (Acrocomia aculeata);
Cagaitá (Stenocalyx dysintericus);
Canafístula (Peltophorum dubium);
Canela-preta (Nectandra megapotamica);
Canela-branca (Nectandra membranacea);
Canjarana (Guarea kunthiana);
Canjarana (Guarea canjarana);
Caraguatá (Bromelia balsanae);
Catiguá (Trichilia claussenii);
Cedro (Cedrela fissilis);
Cerveja-de-pobre (Agonandra brasiliensis);
Coração-de-negro (Poecilanthe parviflora);
Mulungu (Erythrina mulungu);
Espeteiro (Casearia gossypiosperma);
Falso-ingá (Lanchocarpus sericeus);
Figueira (Ficus insipida);
Goiabinha (Psidium sartonianum);
Gonçalo-alves (Astronium fraxinifolium);
Guanandi (Calophyllum brasiliense);
Jaracatiá (Jaracatia spionsa);
Jatobá-mirim (Guibourtia hymenifolia);
Jenipapo (Genipa americana);
Limãozinho-do-mato (Ximenia americana);
Louro (Cordia cf. trichotoma);
Mamica-de-porca (Zanthoxylum rhoifolium);
Maria-preta (Averrhoidium paraguaiense);
Marinheiro (Guarea guidonia);
Monjoleiro (Acacia cf. polyphylla);
Peroba-rosa (Aspidosperma polyneuron);
Pitomba (Talisia esculenta);
Sepultá (Salacia elliptica).