Filhote de arara azul ganha medalha na Estância Mimosa Ecoturismo

A Estância Mimosa Ecoturismo (Bonito-MS) recebeu no dia 28 de janeiro a visita da equipe do Instituto Arara Azul; composta por Carlos Cezar Corrêa, técnico do meio ambiente; Wesley da Silva Leite, assistente de campo e Grace Ferreira da Silva, bióloga e pesquisadora.

Além de vistoriar os ninhos artificiais, a equipe colocou medalha em um filhote de arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus), por meio de um colar de aço protegido por pvc, que não machuca e nem prejudica o animal e que pesa menos que 1% do peso corporal da ave.

Valdenir de Souza, gerente da Estância Mimosa (à esquerda), acompanhou o trabalho da equipe do Instituto Arara Azul.

A numeração na medalha é um “RG” de cada animal. Essa marcação permite conhecer um pouco da história de vida dessas aves, como deslocamento, idade reprodutiva, fidelidade aos ninhos, entre outras informações.

O Instituto Arara Azul optou pelo monitoramento com medalhas numeradas com o intuito de visualizar melhor a ave de longe, sem a necessidade de capturá-la, como acontece no caso das anilhas, e assim obter mais informações sobre a vida das aves.

A princípio, as medalhas serão colocadas apenas em uma pequena amostra das araras, sendo 30 araras-azuis localizadas no Pantanal e Cerrado e 30 araras-canindé em Campo Grande (MS).

Atualmente há 10 ninhos artificiais instalados na Estância Mimosa com o intuito de serem utilizados como abrigo tanto para as araras azuis, bem como de outras como a arara-vermelha e a arara-canindé, além de auxiliar na reprodução das espécies.

Filhotes de arara-vermelha são encontrados em ninhos artificiais instalados na Estância Mimosa

A Estância Mimosa Ecoturismo (Bonito -MS) recebeu no dia 24 de novembro a visita de Neiva Guedes, Presidente do Instituto Arara Azul; de Carlos Cezar Corrêa, técnico do meio ambiente do Projeto Instituto Arara Azul e os colaboradores Fernanda Fontoura, Carlos Durignan e Wesley, com o objetivo de vistoriar os ninhos artificiais instalados no atrativo.

Atualmente há 10 ninhos instalados com o intuito de serem utilizados como abrigo tanto para as araras azuis, bem como de outras como a arara-vermelha e a arara-canindé, além de auxiliar na reprodução das espécies.

Durante a vsitoria foram encontrados dois filhotes de arara-vermelha (Ara chloropterus); um filhote de tucanuçu (Ramphastos toco) e um filhote de Arara Azul (Anodorhynchus hyacinthinus).

Após serem examinados, foi constatado que os dois dois filhotes de arara-vermelha estão fortes, saudáveis e devem voar em aproximadamente 30 dias.

Já o o filhote de arara-azul também está saudável, com quase 30 dias de vida, e a expectativa é de que inicie os voos no fim de janeiro/começo de fevereiro de 2022.

A bióloga Neiva Guedes celebrou nascimento dos filhotes no atrativo.
“Estamos muito felizes e contentes porque temos dois filhotes de araras vermelhas que nasceram nas caixas (ninhos artificiais), que vem sendo monitoradas a anos. Agradecemos a parceria com a Estância Mimosa que tem propiciado esse trabalho. Ficamos muito feliz em ver esses filhotes por aqui. Além da Estância Mimosa agradecemos também o Zoológico de Zurique, a Fundação Toyota do Brasil e principalmente toda a equipe do Instituto Arara Azul, dos nossos parceiros que tem contribuído para esse trabalho”, revelou em depoimento.

Parceria

Além da Estância Mimosa, o Recanto Ecológico Rio da Prata e Lagoa Misteriosa, integrantes do Grupo Rio da Prata localizados em Jardim (MS), mantém a parceria com o projeto Arara Azul, desde fevereiro de 2012 quando foram instalados os primeiros ninhos artificiais nas dependências das fazendas.

Sobre o Projeto Arara Azul

O Projeto Arara Azul é um projeto que estuda a biologia e relações ecológicas da arara-azul-grande, realiza o manejo e promove a conservação da arara azul em seu ambiente natural, além de estudar a biologia reprodutiva das araras vermelhas, tucanos, gaviões, corujas, pato-do-mato e outras espécies que co-habitam com a arara azul no Pantanal.

O Projeto compreende o acompanhamento das araras na natureza, o monitoramento de ninhos naturais e artificiais numa área de mais de 400 mil hectares além do trabalho, em conjunto com proprietários locais, de conservação da espécie.

Em reconhecimento a esse trabalho, Neiva Guedes ganhou mais um prêmio e passou a integrar o grupo de Mulheres da Ciência, da Organização das Nações Unidas (ONU). A premiação, diz a bióloga, é válida sobretudo pois ajuda a divulgar ainda mais o seu trabalho.

Conheça: https://www.institutoararaazul.org.br/